ATUALIZAÇÃO ÚLTIMA HORA: 𝐀𝐭𝐚𝐪𝐮𝐞𝐬 𝐞𝐦 𝐂𝐚𝐛𝐨 𝐃𝐞𝐥𝐠𝐚𝐝𝐨: 𝐀𝐩𝐨𝐬 𝐨𝐢𝐭𝐨 𝐚𝐧𝐨𝐬, 𝐚 𝐅𝐫𝐞𝐥𝐢𝐦𝐨 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐌𝐨𝐜𝐚𝐦𝐛𝐢𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞 𝐞𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐞𝐦 “𝐞𝐬𝐭𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐠𝐮𝐞𝐫𝐫𝐚”
Numa declaração surpreendente e carregada de significado político, Filipe Paúnde afirmou na Segunda-feira (25), em conferência de imprensa em Nampula, que Moçambique está efectivamente em guerra. A admissão surge após anos de discursos cautelosos e tentativas de minimizar a gravidade da insurgência que assola Cabo Delgado.
Segundo Paúnde, os ataques terroristas registados não só em Cabo Delgado, mas também em distritos vizinhos, são “prova clara” de que o país enfrenta um cenário de guerra e não meros episódios isolados. O dirigente apelou à união nacional no combate à insurgência, pedindo maior vigilância e apoio às vítimas.
Apesar do tom apelativo, as palavras de Paúnde revelam uma contradição gritante: por muito tempo, membros do Governo e da Frelimo evitaram reconhecer publicamente a dimensão do conflito, insistindo na narrativa de “ataques terroristas” para suavizar a crise. Essa estratégia, usada desde o início da insurgência em Outubro de 2017, ignorou alertas da sociedade civil e vozes críticas que já denunciavam uma guerra em curso.
gora, com milhares de deslocados, vidas perdidas e a instabilidade a alastrar para outras províncias, a questão impõe-se: por que só agora o partido no poder reconhece aquilo que as populações do Norte gritam há anos? Será um sinal de mudança na comunicação oficial ou apenas uma confissão tardia diante de uma realidade impossível de ocultar? MOZ Notícias
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