A Associação Moçambicana de Vítimas de Insegurança Rodoviária (AMVIRO) levantou preocupações sobre a eficácia da fiscalização rodoviária em Moçambique, após a recente interpelação de condutores que operam sem a devida habilitação, especialmente aqueles sem carta de condução para o serviço público. Joel Manhiça, porta-voz da AMVIRO, enfatizou que essa iniciativa não é uma novidade, pois é amplamente reconhecida tanto pela sociedade quanto pelos próprios agentes de fiscalização de trânsito.
Manhiça destacou que a simples abordagem de condutores ilegais não deve ser encarada como uma solução imediata para os acidentes de viação que têm ocorrido com frequência nos últimos tempos. Em vez disso, a AMVIRO defende que a fiscalização deve ser uma prática contínua e meticulosamente planejada, com estratégias abrangentes que vão além da resposta a tragédias rodoviárias específicas. Isso implica na necessidade de intensificar não apenas a fiscalização, mas também a educação dos condutores e a implementação de políticas de segurança viária que possam, de fato, reduzir o risco de acidentes.
A organização ressalta que, para que a fiscalização rodoviária seja eficaz, é imprescindível que ela seja realizada de forma sistemática e não como uma reação pontual a incidentes, pois isso pode dar a impressão de que a segurança viária está sendo tratada de forma superficial. Assim, a AMVIRO propõe que haja um planejamento consistente e a combinação de diferentes ações dentro do sistema de transporte rodoviário.
Essas considerações levantam um questionamento pertinente sobre como as autoridades têm abordado a questão da segurança rodoviária e se estão adotando medidas suficientes para garantir a proteção de todos nas estradas. Afinal, a prevenção e a fiscalização devem ser as bases de uma política eficaz que busque diminuir a insatisfação dos cidadãos e aumentar a segurança nas vias de Moçambique.
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